dia do trabalhador

1º de Maio reúne mais de 5 mil pessoas na praça da Cemig

A Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), dirigentes sindicais CUTistas e dos movimentos sociais participaram de manifestação nesta quinta-feira (1º de maio) na Missa gdo Trabalhador, realizada tradicionalmente na Praça da Cemig, em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A celebração reuniu cerca de 5 mil pessoas. A manifestação foi coordenada por Geraldo Valgas, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte e Contagem.

”Neste 1º de maio, dia de luta permanente, reiteramos nossa luta contra o capital. Estamos sempre lutando, pelos nossos direitos, para que escutem a nossa voz. É bom lembrarmos que o dia foi instituído com os trabalhadores de Chicago, que lutavam por salários e melhores condições de trabalho. E é bom lembrar que no dia 9 de abril 50 mil pessoas foram às ruas de São Paulo pela pauta da classe trabalhadora, com a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução dos salários; fim do fator previdenciário e da terceirização; 10% do orçamento para a saúde ; reforma política; reforma agrária, já; salários iguais e oportunidades de trabalho iguais para homens e mulheres; manutenção da política de valorização do salário mínimo, entre outras reivindicações”, falou Neemias Rodrigues, diretor do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região e secretário de Comunicação da CUT/MG.

Antônio de Pádua Aguiar, secretário de Saúde do Trabalhador do Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem, alertou para a necessidade de trabalhadores e trabalhadoras priorizarem também a saúde. “O índice de adoecimento de trabalhadores e trabalhadoras é alarmante. Precisamos cobrar mais investimentos dos empresários, dos setores dos governos contra o adoecimento e contra os acidentes de trabalho. Trabalhador não pode ser tratado como máquina, ser rejeitado depois que adoece. Deve ser tratado com dignidade.”

Durante a Missa do Trabalhador, o secretário de Saúde do Trabalhador da CUT/MG, Djalma de Paula Rocha, recolheu adesões a um abaixo-assinado pela realização de concurso público para a contratação de auditores fiscais da Superintendência Regional de Trabalho e Emprego de Minas Gerais (STRE-MG) e do Ministério do Trabalho. O número considerado insuficiente de auditores é a principal causa da deficiência na fiscalização nas empresas, no campo, principalmente do trabalho infantil e do trabalho escravo no interior do Estado.

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