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21º Grito dos Excluídos defende pautas voltadas para a dignidade humana

Com a participação da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), sindicatos CUTistas, CTB, movimentos sociais e populares, o 21º Grito dos Excluídos e das Excluídas saiu às ruas do Centro de Belo Horizonte, na segunda-feira (7), e dialogou com a população da capital e Região Metropolitana com os temas “A vida em primeiro lugar”, Que país é este, que mata gente, que a mídia mente e nos consome?”. Organizado por movimentos religiosos, sindical e sociais, a manifestação, que se contrapõe ao Desfile do Dia da Independência, começou por volta das 9 horas, com concentração na Praça Raul Soares. O ato teve continuidade com marcha pela Avenida Amazonas, com intervenções nas esquinas com as ruas Santa Catarina, Curitiba, São Paulo e Praça Sete.

O Grito dos Excluídos em Belo Horizonte teve como diretrizes a defesa da juventude, contra a redução da maioridade penal e da lei da terceirização, a favor da reforma política, da democratização da mídia, e contra a política econômica atual e o tema deste ano é contra uma mídia “tendenciosa, parcial, que protege algumas pessoas.

“O Grito dos Excluídos sempre ocorre neste dia porque questionamos que a independência não existe ou, ao menos, ainda falta muito para alcançá-la. Temos matança do jovem pobre e negro e a manipulação de informação impedindo que as pessoas enxerguem a realidade do Brasil. A mídia também consome a pessoa, cada vez mais reconhecida pelo bem material do que pela dignidade. Queremos provocar uma reflexão sobre que país é este, que tem um desfile num momento em que muita coisa deixa a desejar e comemora uma independência, quando temos problemas na saúde, nas escolas, nos hospitais. Há muito o que fazer para que esta independência se concretize”, analisou Dom Luís Gonzaga Fechio, bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte e representante nacional da Pastoral da Juventude.

“Nós queremos dar o nosso grito contra o ajuste fiscal. Não é justificável que, no momento em que os bancos anunciam lucros, trabalhadores e trabalhadoras paguem a conta pela crise. Queremos que sejam taxados os lucros dos bancos e as fortunas. Gritamos contra as muitas mortes que acontecem com trabalhadores terceirizados. Eles trabalham mais, ganham menos e morrem. O projeto 4.330, agora PLC 30/2015, não nos interessa. O nosso grito é para o governo invista em políticas públicas para a maioria da população. Viemos de um governo quem em 12 anos, não investiu em saúde e educação. Período em que, com a terceirização, provocou a morte de um trabalhador a cada 45 dias. Gritamos por um metrô público e de qualidade. Um transporte público de qualidade que os metroviários e a população pedem há muitos anos”, afirmou Beatriz Cerqueira, na intervenção da CUT/MG e Sindieletro sobre Trabalho e contra a Terceirização.

“Nosso grito neste 7 de setembro lembra as nossas pautas”, continuou a presidenta da CUT/MG. “Lembramos os técnico-administrativos das instituições federais de ensino, em greve há mais de três meses contra os cortes na educação e na saúde. Os governos precisam rever o modelo de polícia. Estamos cansados de uma polícia que criminaliza as nossas lutas, os pobres, os negros, os jovens. O governo não tem que dar prioridade à propriedade. Lembramos os servidores e servidoras das Superintendências Regionais de Ensino, em greve. Sempre é bom ficarmos alertas com as tentativas de golpe. Quem deve ser afastado da presidência é Eduardo Cunha, que reúne tudo o que tem de pior na política. Nós ainda vamos gritar muito juntos, pois há muitos motivos para gritar, muito o que defender”, disse Beatriz Cerqueira. As informações são da CUT Minas.

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