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CAMPANHA SALARIAL: O que estava ruim ficou ainda pior

Os patrões, representados pela FIEMG, insistem em não valorizar a mão de obra dos metalúrgicos de Minas, apresentando novamente uma proposta de reajuste salarial que representa diminuir o poder de compra dos trabalhadores.

Como se não bastasse oferecer aos companheiros reajuste salarial de 6%, dividido em três parcelas, a patronal ainda colocou como pré requisito para assinar a convenção coletiva o acordo de compensação de jornada (banco de horas).

“Os patrões insistem em não valorizar os metalúrgicos. Em todas a negociações eles apresentaram uma proposta de reajuste salarial que diminui o poder de compra dos trabalhadores. Para nós, isso é inaceitável”, disse Oliveira.

Os empresários querem impor o banco de horas, de acordo com sua vontade, sem negociar com os trabalhadores. Essa atitude, somada com o enorme número de trabalhadores demitidos e a redução salarial em função da alta rotatividade, deixa claro a intenção dos patrões de somente se beneficiar nessa negociação, mantendo sua margem de lucro em detrimento dos metalúrgicos.

A proposta da patronal apresentada durante reunião realizada nessa quinta-feira, 22 de outubro, é de 5,5% para empresas com até 50 trabalhadores, sendo 3,5% em outubro/15; 1% em fev/16 e 1% em maio/16.

Para empresas com mais de 50 trabalhadores foi oferecido 6% de reajuste, sendo 4% em outubro/15; 1% em fev/16 e 1% em maio/16.

Os pisos seriam reajustados da seguinte forma: 4% em outubro/15; 1% em fev/16 e 1% em maio/16. Total: 6%. A proposta não garante abono salarial e nem garantia de emprego.

A próxima reunião na FIEMG será dia 4 de novembro, quarta-feira, às 10 horas.

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