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Christiane, de Pouso Alegre, participa da Conferência Mundial de Mulheres da IndustriALL

Terminou nesta quarta-feira (16), a Conferência Mundial de Mulheres da IndustriALL, federação internacional que representa os trabalhadores metalúrgicos, químicos e têxteis em todo o mundo. O encontro, que aconteceu em Viena, na Áustria, aprovou a conta de 40% de mulheres na direção da entidade para o próximo mandato, que tem início em setembro de 2016. Atualmente, a entidade tem 30% de participação feminina em seu conselho diretivo.

Estão participando da atividade cerca de 300 mulheres de todo o mundo. Entre elas, as secretárias de Mulheres e Igualdade Racial da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT), Marli Melo e Christiane dos Santos, respectivamente, a presidenta da Confederação Nacional do Ramo Químico, Lú Varjão, e a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Vestuário, Cida Trajano.

Com o tema “Fortalecendo nossos direitos, segurança e participação nas tomadas de decisões”, o encontro discutiu a representação das mulheres nos sindicatos, além aprofundar o debate de políticas para efetivar a paridade de gênero nas entidades sindicais.

Para Marli, a aprovação da cota de 40% é um avanço e, ao mesmo tempo, um desafio. “A organização da mulher a nível mundial é desafiadora, principalmente, em profissões dominadas por homens. A igualdade de tratamento e de oportunidades para homens e mulheres tem de ser implementada e observada em todas as áreas políticas, econômicas, sociais e culturais”, disse.

Em sua intervenção durante a Conferência, a secretária de Mulheres também destacou os avanços nas leis de proteção as mulheres. “A Lei Maria da Penha é muito importante, mas as mulheres ainda temem ao fazer denúncias de agressões. A Lei foi o primeiro passo e agora é preciso criar dispositivos para encorajá-las a denunciar de fato”, disse a secretária.

“Além disso, a IndustriALL também continuará a organizar campanhas e ações destinadas a defender os direitos das mulheres”, completou a secretária de Igualdade Racial.

Já na avaliação de Christiane dos Santos, as trabalhadoras do mundo têm problemas em comum, mesmo nos países desenvolvidos. “Em relação a igualdade de cargos e salários, ainda temos um longo caminho a percorrer. Esta é uma realidade em todos os países, mas alguns são mais evidentes essa desigualdade. Além disso, a maternidade é tratada de forma diferente. Enquanto mulheres podem ter até três anos de licença, outras têm poucos dias”, observou.

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