mulheres

Coletivo de mulheres promove encontro para discutir a organização das metalúrgicas

Diante das expectativas de construir a organização das mulheres metalúrgicas no estado, com pensamento e ideias, o Coletivo de Mulheres discutiu e aprovou trabalhar com o objetivo de formar e qualificar as dirigentes e as mulheres da base, com políticas permanentes de conscientização dos direitos das mulheres e fazendo um estudo das condições das mulheres negras no mercado de trabalho. Além desse estudo, o coletivo debateu o avanço das discussões do assédio moral e sexual e a construção social de gênero. Outro ponto que foi extremamente debatido é a creche: Uma bandeira de luta das mulheres para fazer o poder público e as empresas entenderem que a creche é um direito das crianças. Outro debate é de buscar meios de envolver as mulheres, principalmente as mais jovens, nas discussões dos sindicatos, pensando quem são, o que pensam e o que desejam as mulheres da categoria metalúrgica.

O coletivo vai realizar uma campanha de sindicalização de mulheres, com o intuito de mostrar que o lugar delas é no sindicato, fortalecendo a luta e avançando nas conquistas que ao longo do tempo foram alcançadas.

Algumas reivindicações foram mantidas, como creche conveniada ou auxílio creche. As tarefas domésticas e a preocupação com os filhos sempre foram os maiores empecilho para a participação das trabalhadoras, portanto, o coletivo de mulheres da FEM/CUT, formado por mulheres representantes de cada sindicato filiado, trabalha no sentido de desenvolver esta campanha de sindicalização junto com as companheiras (os), para falar da necessidade das mulheres entrarem na vida sindical.

“Queremos a participação das mulheres nas negociações, reivindicações específicas, com maior número de avanços nas convenções coletivas”, disse Ferreira, secretária de mulheres da FEM/CUT-MG.

Comentários foram encerrados.