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Dia 11, há motivos de sobra para protestar e não cruzar os braços

Redução dos direitos trabalhistas, mudanças radicais na aposentadoria, sucateamento dos serviços públicos, repressão às manifestações sociais e sindicais, desemprego crescente. Estes são apenas alguns exemplos do que a classe trabalhadora e a população brasileira vêm enfrentando desde que a elite empresarial e seus representantes nas esferas políticas tomaram o poder no Brasil, desrespeitando o maior símbolo da democracia: o voto popular.

O patronato e seus representantes, inclusive no Poder Judiciário, estão muito bem articulados para impor retrocesso sem precedentes nos direitos da classe trabalhadora. Um exemplo: nem bem o Supremo Tribunal Federal rejeitou a desaposentação, o golpista Temer quer avançar ainda mais sobre os vencimentos dos aposentados, propondo descontar INSS dos seus proventos. Outro: O STF deve apreciar no próximo dia 9 de novembro a terceirização sem limites, julgando a Súmula 331 do TST que impede que isso ocorra. Se derrubar a Súmula, abre caminho para que o Senado aprove o PL 30 (ou 4.330) sem que possa ser contestado na Justiça.

Exemplos semelhantes não faltam. É hora de reagir e barrar com firmeza esses ataques. Por isso, as centrais sindicais, com o apoio de entidades do movimento social que compõem as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, estão convocando para 11 de novembro o Dia Nacional de Greves e Paralisações.

Metalúrgicos e metalúrgicas da CUT estarão juntos nesse grande movimento
A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) e seus sindicatos e federações filiados estão organizando a categoria em todo o Brasil para mobilizações nesse dia, para mostrar para os patrões e seus representantes no Congresso Nacional, no governo e no Judiciário que não vão aceitar nenhum direito a menos.

Greve de um dia, paralisações parciais, atraso no horário de entrada nas fábricas, passeatas e atos públicos. Vale tudo isso para que a categoria metalúrgica e a classe trabalhadora mostrem a sua unidade e disposição de lutar muito para se defender.

Vale lembrar também que em todo os países americanos estará acontecendo – a partir do dia 4 – a Jornada Continental por Democracia e contra o Neoliberalismo, convocada pela Confederação Sindical das Américas (CSA), com pauta semelhante, já que o retrocesso dos direitos integra a agenda neoliberal em qualquer canto do mundo.

É o seu futuro e o de sua família que estão em jogo! Diga não ao retrocesso! Some-se às mobilizações do dia 11!

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