sindicalistas com dilma

Dilma recebe propostas de sindicalistas e empresários para desenvolvimento do país

O presidente da CUT, Vagner Freitas, ao lado de um grupo de representantes de 70 entidades entre centrais sindicais, representações patronais e organizações da sociedade civil, entregou à presidenta Dilma Rousseff, na tarde desta terça-feira (15), um documento com sete propostas para o desenvolvimento do país. Ele disse que a iniciativa mostrou cidadãos “preocupados em fazer com que o Brasil dê certo”. O documento “Compromisso pelo Desenvolvimento”, elaborado por meio de parceria entre todos esses setores, foi apresentado como forma de reverter o cenário de crise em 2016. E foi debatido amplamente, pela manhã, durante reunião do Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e Previdência Social, no Ministério do Trabalho e Previdência.

A reunião, segundo Freitas, deixou a presidenta extremamente entusiasmada. “Revelou um outro tipo de grupo, formado por pessoas dos mais diversos segmentos que está interessado em trabalhar para mudar a situação difícil do Brasil e não de cultuar o ‘quanto pior melhor’”, acentuou o dirigente da maior central do país. Vagner destacou que tanto os representantes do empresariado quanto dos trabalhadores deixaram claro no encontro com Dilma que a agenda do Brasil não pode ficar apenas em torno do impeachment nem da Operação Lava Jato.

Esse apoio e encaminhamento de sugestões foi acolhido de forma positiva pela presidenta, que já programou uma segunda reunião para a próxima sexta-feira (18). O objetivo é dar um retorno aos integrantes do fórum sobre o encaminhamento dos itens sugeridos pelo documento.

Retomada do investimento

Na agenda elaborada por esses setores foram elencados, dentre os itens, ações para retomada do investimento público e privado em infraestrutura produtiva de forma rápida, tanto na área social como urbana – questão que foi considerada um indutor importante para o desenvolvimento e que diz respeito a um serviço que precisa ser recuperado nos próximos 12 meses.

Outro ponto bastante mencionado no documento é a importância de retomada e ampliação de investimentos no setor de energia, como petróleo, gás e fontes alternativas renováveis, em especial na Petrobras. Um terceiro item pede que seja destravado o setor de construção, com a utilização de instrumentos institucionais adequados que garantam a penalização dos responsáveis por problemas com a Justiça.

O grupo que integra o fórum também pediu a garantia da segurança jurídica das empresas, mantendo, dessa forma, a atividade produtiva – como, por exemplo, os chamados “acordos de leniência”, que têm sido discutidos em diversas instâncias. E a criação de condições para o aumento da produção e das exportações da indústria de transformação, bem como a priorização e adoção de políticas de incentivo e sustentabilidade do setor produtivo (como agricultura, indústria, comércio e serviços) e de adensamento das cadeias produtivas, dentre outras sugestões.

A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) foi representada na audiência pelo secretário de Administração e Finanças, Edson Rocha, que também coordena as ações da entidade no setor naval. “Os metalúrgicos desse setor não podem esperar mais. Já são milhares de pais de família demitidos e que sequer receberam suas verbas rescisórias. Por isso, defendemos os acordos de leniência”, assinalou Rocha.

Acordos diversos

O Fórum de Debates pretende, além de apresentar essas propostas, contribuir com acordos a serem feitos tanto pelas centrais sindicais como por entidades representativas da indústria nacional para permitir ao governo a implantação de programas que possam levar a um cenário menos sombrio para 2013 – com políticas públicas que ajudem a ampliar emprego e renda no país.

Para o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, que participou da reunião do fórum durante a manhã, é importante e crucial todo este debate sobre a retomada da produção e do emprego. “Há determinados temas aqui que nos dividem, mas hoje há muitas convergências entre nós. Nossa preocupação com próximo ano é grande, o cenário previsto é trágico e precisamos fazer algo para modificar esse quadro”, acentuou.

“Nossa agenda é a agenda de quem representa o setor dinâmico da econômica, máquinas, equipamentos, eletroeletrônicos e montadoras. É a agenda de quem produz de fato e não a do Paulo Scaff, presidente da Fiesp, que é uma agenda mesquinha, de quem não pensa no país, pensa apenas em si mesmo”, destacou Sérgio Nobre.

Clique aqui para conhecer as sete propostas e quem são as entidades que elaboraram o documento entregue a Dilma Rousseff.

(Fonte Hylda Cavalcanti – Rede Brasil Atual, com informações da CUT Nacional)

Comentários foram encerrados.