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Emprego na indústria cai 0,8% em Minas

O emprego industrial tem caído no país e também em Minas Gerais, refletindo um quadro de instabilidade registrado nos últimos dois anos. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apurou que, em fevereiro, houve queda de 0,8% no nível de emprego industrial no Estado e de 2% no país na comparação com o mesmo mês do ano passado, e recuo de 0,8% acumulado dos últimos 12 meses no Estado e de 1,3% na média nacional.

No acumulado do ano (janeiro e fevereiro), Minas apresentou retração no emprego industrial de 1,1% e o Brasil, recuo de 2%. Entretanto, uma elevação significativa foi percebida, em todas as bases de comparação, no setor de minerais não metálicos, com aumento não apenas do quadro de pessoal, mas também da folha de pagamento real por trabalhador e número de horas pagas.

“Esses dados confirmam as pesquisas do IBGE sobre a produção industrial tanto no Brasil quanto em Minas, que apontam grandes oscilações, entre quedas e incrementos”, indicou o analista do órgão, Antônio Braz, referindo-se à queda de produção em Minas de 1,6% em fevereiro, em relação a janeiro, ante um crescimento de 0,4% no país. Em janeiro, o incremento da produção industrial em Minas tinha chegado a 6,8%, enquanto a média nacional ficou em 3,8%.

Setores – No acumulado dos últimos 12 meses, foi identificada queda no emprego industrial em 14 das 18 atividades pesquisadas na comparação com o mesmo período do ano passado. A maior retração foi apurada no setor de madeira (7,8%), seguido pelo do vestuário (5,8%) e fabricação de produtos diversos da indústria da transformação, excetuando máquinas e aparelhos eletrônicos, e meios de transporte (4,6%).

Nessa mesma base de comparação, houve incremento significativo no setor de minerais não metálicos (10,2%); com aumento também no de fabricação de meios de transporte (3,9%) e coque, refino de petróleo, combustíveis nucleares e álcool ( 3,8%), além de produtos químicos (2,1%).

Na comparação com fevereiro de 2013, as maiores quedas foram registradas nos setores de calçados e couro (8,4%); máquinas e aparelhos elétricos, eletrônicos, de precisão e de comunicações (5,8%), borracha e plástico (3,9%) e papel e gráfica (3,8%). No outro extremo, houve incremento significativo no setor de minerais não metálicos (12,7%); produtos químicos (5,2%); fumo (4,7%) e produtos de metal, excluindo máquinas e equipamentos (4%).

No acumulado do ano, as maiores quedas também foram identificadas no setor de calçados e couro (7,7%); seguido pelo de máquinas e aparelhos elétricos, eletrônicos, de precisão e de comunicações (5,8%) e borracha e plástico (4,9%). Alta expressiva, mais uma vez no setor de minerais não metálicos (10,9%), com incremento também no de produtos químicos (4,7%); produtos de metal, excluindo máquinas e equipamentos (2,2%) e fumo (1%).

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