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Empresas usam rotatividade como ferramenta para reduzir custos

Estudo com base nos dados da RAIS 2013 elaborado pelo Dieese subseção FEM/CUT-MG apresenta um panorama preocupante sobre a rotatividade no mercado de trabalho do ramo metalúrgico no Estado de Minas Gerais.

De acordo com o estudo, observa-se que as empresas têm priorizado demitir os funcionários com mais tempo de casa, ou seja, com salário maior, para admitir trabalhadores mais jovens e com menor salário.

Mesmo diante de um cenário de demissões em função da desaceleração econômica, a rotatividade de trabalhadores da faixa etária de até 17 anos foi a única que apresentou saldo positivo no período de janeiro a julho de 2015, com 3.071 admitidos contra 1.359 demitidos. Já na faixa de 30 a 49 anos, na comparação entre admitidos e demitidos, o saldo negativo ficou em 6.898 trabalhadores.

A remuneração média dos trabalhadores de até 17 anos é de R$ 448,97. A média de salário dos metalúrgicos da faixa etária de 30 a 49 é de R$ 1.711,60.

As empresas que empregam mais de 100 funcionários são as que mais demitiram no período de janeiro a julho de 2015. Na comparação entre demitidos e admitidos, o saldo negativo chega a 14.724 desligamentos.

Veja o estudo completo

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