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Encontro de mulheres da FEM foi um sucesso

site1Centenas de metalúrgicas lotaram o auditório do Sesc Venda Nova, em Belo Horizonte, durante os dois dias do primeiro Encontro de Mulheres Metalúrgicas da FEM/CUT-MG, realizado pela Secretaria de Mulheres da Federação.

O evento, que aconteceu nos dias 7 e 8 de fevereiro, contou com a presença da ex-prefeita por dois mandatos em Contagem e atual deputada estadual Marília Campos, da presidente da CUT-MG Beatriz Cerqueira, da professora da UFMG Elizabeth Dias e da também professora Maria Cristina Fonseca, além de toda a direção executiva da FEM.

Maria Ferreira, aproveitando a presença da deputada Marília, falou sobre a luta histórica das mulheres por uma creche segura para os filhos das trabalhadoras. Ferreira solicitou a deputada que coloque na pauta da ALMG um projeto que garante creche em todo o Estado.

Beatriz ressaltou a importância do evento como forma de debater as mudanças necessárias na atual conjuntura.

“As pessoas precisam de espaços para pensar a sua realidade. A gente só consegue interferir na realidade onde a gente está quando a gente se encontra. O individualismo reinante em nossa sociedade diz o contrário, cada um com o seu celular acha que está conversando com o mundo pelas redes sociais, mas o coletivo se constrói em espaços assim. Esses encontros são fundamentais para que a gente se impodere dos debates necessários a nossas condições de trabalhadoras e dirigente sindical para que possamos intervir na realidade brasileira enquanto classe trabalhadora e na realidade do movimento sindical que continua machista, com uma agenda que não é voltada para uma paridade nessa estrutura de organização e participação das direções sindicais”, disse a presidente da CUT.

Beatriz falou ainda sobre as dificuldades postas no início do segunda mandato da presidente Dilma. “Nós estamos numa conjuntura muito difícil e não podemos ficar no discurso ou na ação de defesa do PT ou da Dilma, porque nós somos movimento sindical, movimento que tem lado, tem os seus projetos, mas que defende seus trabalhadores. As medidas anunciadas no início deste mandato vão na contramão daquilo que nos foi prometido no período da campanha e se nós não dissermos isso e não pressionar contra isso a tendência é que a gente enfrente uma conjuntura de ainda mais dificuldade”, ressaltou.

A deputada estadual Marília Campos falou sobre o resgate de convicções e esperança como forma de motivação para as mulheres se envolverem mais na política.

“É muito importante a gente recuperar convicções, resgatar esperanças e o que eu mais vejo hoje, tanto no movimento sindical como na política de forma geral, é a gente se aproximar do poder e se distancias das convicções que a gente tem. O nosso primeiro compromisso na Assembleia Legislativa é articular a bancada feminina. Se é difícil para o pobre chegar ao poder, para a mulher ainda é mais difícil. Por isso é importante a nossa solidariedade lá dentro e aqui fora. A nossa primeira iniciativa é organizar no dia oito de março uma discussão sobre a reforma política, uma reforma que interesse às mulheres”, disse Marília.

Ainda segundo a deputada, dia 13 está marcado um debate na ALMG sobre reforma política. Este debate será levado para várias cidades do interior de Minas.

Ficou deliberado que o próximo encontro do Coletivo de Mulheres será no mês de março. A partir deste será definida uma data, antes do Congresso da FEM, para o segundo encontro de mulheres metalúrgicas.

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