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FEM/CUT-MG participa de manifestação histórica em Niterói

Os metalúrgicos de Minas, através da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT de Minas (FEM/CUT-MG), participaram nesta quinta-feira (25) de um grande ato realizado em frente ao Estaleiro Mauá, na Ponta D’Areia, em Niterói, que contou com a presença do ex-presidente Lula e que reuniu milhares de trabalhadores de todo país. A manifestação foi em defesa da democracia, da Petrobras, do emprego e pelo pagamento dos demitidos do Estaleiro Eisa Petro Um, um braço do Estaleiro Mauá.

As dispensas afetaram 3.300 trabalhadores em julho de 2015 que não receberam as verbas trabalhistas. O ato foi organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT), pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e pela Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Marco Antônio, presidente da FEM, ressaltou que o sucateamento da indústria petrolífera vai no sentido de privatizar a Petrobras, para vendê-la a preço de “banana”.

“A retomada do trabalho no estaleiro foi uma proposto do ex-presidente Lula, onde chegamos a ter mais de 8 mil trabalhadores, agora com poucos meses desse governo ilegítimo, conseguiram destruir tudo. Estamos aqui para não permitir que, em nome da crise, penalize os trabalhadores e entregue a Petrobras para o capital estrangeiro”, disse.

Lula lembrou aos trabalhadores da “semana da vergonha nacional” referindo-se ao início do julgamento do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado Federal, que começou nesta quinta-feira (25). “O que está em jogo, na verdade, é o direito desse País de ser grande. (Querem) desmontar a Petrobras, que fez a maior descoberta do mundo. Caindo a Petrobras, quebram as siderúrgicas. Tem que discutir isso a fundo. Separar os problemas econômicos, o problema do desemprego. Não se esqueçam, se mexerem nessas coisas o “Lulinha” paz e mor desaparece e volta o Lula para brigar e defender os interesses do Brasil”, disse Lula.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, Edson Rocha, lembrou a luta dos 3.300 demitidos pelo Estaleiro Eisa Petro Um e protestou contra o não pagamento das indenizações. Segundo Edson, apenas R$ 15 milhões dos R$ 80 milhões devidos aos empregados foram liberados até o momento. O estaleiro trava uma disputa com a Transpetro pelo reconhecimento de uma dívida de R$ 300 milhões para conclusão de três navios encomendados pela estatal e ainda não concluídos. No entanto, a Transpetro não reconhece esse valor mencionado pelo estaleiro.

“Já tivemos dez estaleiros operando em Niterói, mas hoje apenas a metade funciona, fazendo serviços menores de reparo de barcos de apoio. De 14 mil empregados em 2014, só temos 2 mil hoje. Precisamos recuperar a indústria naval”, disse.

A advogada do Sindicato também falou aos trabalhadores e informou que nos próximos 45 dias um novo julgamento deve acontecer pelos Desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) sobre a liberação de um novo valor de R$ 18 milhões já arrestados em processo judicial movido pelo Sindicato contra as empresas para pagamento dos dispensados.

Além dos metalúrgicos de Minas, a manifestação contou com a participação de metalúrgicos de outras cidades e estados como Rio de Janeiro e Espírito Santo. Movimentos sindicais e sociais e parlamentares também engrossaram o coro em defesa dos empregos como o MST, Sindicatos dos Petroleiros de Duque de Caxias, Rio de Janeiro, Norte Fluminense, Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, Sindicato da Alimentação, Sindicato dos Vigilantes de Niterói e Região, Sindicato da Construção Civil de São Gonçalo e Itaboraí, Sindicato dos Trabalhadores na Montagem Industrial de Itaboraí, Sindicato dos Bancários de Niterói e região, CUT, CTB, PCO, além dos deputados federais Wadih Damous, Chico Dangelo, Benedita da Silva, Carlos Zarattini (PT-SP), Luiz Sérgio, o deputado estadual Waldeck Carneiro e o prefeito de Maricá e presidente estadual do PT-RJ, Washington Quaqua.

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