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Ferreira, secretária de mulheres da FEM, participa do encontro sobre Inovar Auto

O 2º Encontro de Formação sobre o Inovar Auto (Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores) terminou nesta quarta-feira (28) com o debate sobre os desdobramentos do Programa e a definição de um novo plano de ação para os trabalhadores no setor automotivo. A atividade, que teve início nesta terça-feira (27), faz parte do plano de organização sindical setorial da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) e foi realizada na sede da entidade, em São Bernardo do Campo (SP).

Segundo Maria Ferreira, secretária de mulheres da FEM/CUT-MG, o encontro esclareceu dúvidas sobre o programa, que havia sido lançado em 2012 pelo governo de Dilma Rousseff. “No primeiro encontro, tudo era novo e tínhamos apenas uma noção, mas hoje sabemos o quanto é bom para os trabalhadores. Agora, aprofundamos o conhecimento das medidas relativas às autopeças, o que mostra que o setor automotivo no país será muito mais competitivo”, disse a trabalhadora na autopeças ZF.

O presidente da CNM/CUT, Paulo Cayres, destacou a importância da rastreabilidade de autopeças, que é um dos quesitos do Inovar Auto. Com a medida, publicada no Diário Oficial da União em agosto, o governo federal terá acesso às especificações das peças que serão utilizadas nos veículos produzidos no país.

“A medida exige que as fabricantes de veículos comprem 60% das peças, componentes e ferramentaria de origem nacional, para que as montadoras recebam os incentivos fiscais do governo. Isso fortalecerá toda a cadeia fornecedora da indústria brasileira. A legislação também obriga investimento em pesquisa, desenvolvimento de novos produtos e tecnologia”, contou Paulo Cayres, que também integra o Conselho da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) como representante da bancada dos trabalhadores.

No entanto, Cayres alertou que os sindicatos e trabalhadores também precisam fiscalizar as empresas para identificar se a norma está sendo cumprida, pois ela, além de inibir as importações, é também uma maneira de preservar postos de trabalho e criar novos empregos. “A própria receita, a partir da cobrança dos tributos, tem como saber da origem das peças. Mas essa medida só vingará com a soma de energias e devemos interferir quando não estiver sendo cumprida. É um incentivo para nossa indústria que não pode ser maquiado”, disse.

Para finalizar, o presidente da CNM/CUT reforçou a importância da luta pelo Contrato Coletivo Nacional de Trabalho para garantir direitos e ampliar as conquistas dos trabalhadores. “A indústria automobilística é um dos principais setores do ramo. Por exemplo, o carro tem o mesmo preço em todo o país, não há diferença regional. Por que os salários pagos para os mesmos trabalhadores têm diferença? Trabalhador é trabalhador aqui e em qualquer lugar do Brasil. Devemos lutar pelos mesmos direitos e salários.”

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