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FIEMG propõe reajuste salarial de 2,5% e Banco de Horas por 12 meses

A primeira reunião de negociação da Campanha Salarial Unificada dos Metalúrgicos de Minas 2018/2019 aconteceu dia 31 de agosto, entre os representantes dos trabalhadores – FEM/CUT-MG, FITMETAL E FEMETALMINAS – e a Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG).

Depois de receber a pauta de reivindicações dos metalúrgicos, a FIEMG apresentou uma contraproposta que representa retrocesso e desvaloriza a mão de obra do trabalhador e da trabalhadora.

O índice de reajuste salarial proposto pela FIEMG é de apenas 2,5%, bem abaixo dos 3,5% acima da inflação reivindicado pelos metalúrgicos. De acordo com a pauta da FIEMG, as faixas de piso salarial também serão reajustadas com o percentual de 2,5%.

Nos anos anteriores, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) garantiu um valor de abono salarial para os trabalhadores de empresas que não tinha acordo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), este ano, a pauta da FIEMG exclui o abono.

O pacote de maldades da patronal fica ainda mais perverso quando jogamos luz na proposta de banco de horas da FIEMG. Eles querem implantar o banco de horas positivo e negativo e com validade de 12 meses.

A FIEMG propôs também mudanças em várias cláusulas da CCT.

No próximo dia 12 de setembro, as federações de trabalhadores vão se reunir, na sede da FEM/CUT-MG, a partir das 10h00, para discutir, planejar as estratégias de negociação e construir uma contraproposta ao apresentado pela patronal.

As próximas três reuniões com a FIEMG já têm data marcada: dias 13, 20 e 27 de setembro, todas com início às 14h30.

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