ato na praça da rodoviaria

Frente Brasil Popular ocupa as ruas por retomada da agenda progressista

O Dia Nacional em Defesa da Democracia, da Petrobras e contra o Ajuste Fiscal movimentou mais de 20 estados e o Distrito Federal, neste sábado (3), informaram os organizadores.

Organizados pela Frente Brasil Popular, os atos contam com a adesão de centrais sindicais, movimentos sociais e populares, entre eles, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central de Movimentos Populares (CMP), Marcha Mundial das Mulheres (MMM), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Conselho de Entidades Negras (Conem), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e União Nacional dos Estudantes (UNE) e Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conan).

Em Belo Horizonte, o ato reuniu mais de 3 mil pessoas. A atividade começou na Pedreira Prado Lopes, com concentrações em frente à Escola Municipal Belo Horizonte, no bairro São Cristóvão, e na Praça Santa Cruz. No aglomerado, os manifestantes dialogaram com os moradores sobre as pautas do ato e as demandas locais, como as obras estruturais e a ameaça de fechamento do Hospital Odilon Behrens. Depois, todos saíram e passeata pela Pedreira Prado Lopes, seguiram pela Avenida Antônio Carlos, seguindo um carro com um bolo, que simbolizava o aniversário e a importância da Petrobras como patrimônio do povo brasileiro. Depois de juntaram aos que esperavam com faixas, cartazes e bandeiras na Praça Rio Branco, mais conhecida como Praça da Rodoviária, no Centro de Belo Horizonte. O ato terminou, por volta das 13 horas, após marcha até a Praça Sete.

“Nós estamos nas ruas para garantir mais direitos e em defesa da democracia e da Petrobras. É necessário a taxação das grandes fortunas, quem tem mais pague mais imposto de renda, e não é o que acontece hoje. É necessário uma política econômica que não sejam os trabalhadores a pagarem esta conta”, disse a presidente da CUT-MG, Beatriz Cerqueira.

O ato também marcou o aniversário de 62 anos da Petrobras, com manifesto contra as investidas de parte da oposição que quer tirar a exclusividade da empresa, tornar inoperante o regime de partilha e restabelecer o regime de concessões.

Além da defesa da Petrobras, os manifestantes exigiraem mudanças na política econômica, com medidas que garantam a retomada do crescimento, com distribuição de renda e empregos. Os atos condenaram também a agenda golpista da direita.

Os manifestantes também condenaram as tentativas de golpe contra a presidenta Dilma Rousseff e as campanhas de ódio de classe e intolerância.

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