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Macrossetor da Indústria da CUT realiza 1º seminário de ação jurídica e política

Na tarde desta quinta-feira (16) teve início o 1º Seminário de Ação Jurídica e Política do Macrossetor da Indústria da CUT (MSI), composto pelos metalúrgicos, químicos, vestuário, trabalhadores na construção e na alimentação. O principal debate de hoje foi a intervenção nos sindicatos e a criminalização do movimento sindical. A atividade se estende até amanhã (17) e acontece na sede Nacional da CUT, em São Paulo.

Durante o encontro, o procurador da República Eugênio Aragão fez críticas aos procedimentos adotados pela Lava-Jato, investigação de corrupção e lavagem de dinheiro do país. “É uma das operações mais tortuosas da história do Ministério Público. São alvos escolhidos a dedo, sem contar, a perversidade contra a dignidade da pessoa humana. Quem bate palma para o juiz Sérgio Moro (responsável pela Operação) não sabe que a democracia vai morrer na mão de quem não tem voto. A democracia corre o risco de acabar e será com aqueles que querem apenas o poder. Uma plena democracia é governada por políticos que tem voto popular”, disse.

Ainda de acordo com Aragão, o Direito é um contundente instrumento de poder e, por isso, é preciso construir um centro popular de instrução jurídica para a população. “Precisamos instruir em massa os trabalhadores e toda a sociedade. Sabemos que o impeachment foi golpe, mas temos que mostrar juridicamente aos leigos os motivos de ter sido golpe. Cursos populares básicos de Direito ajudaria a conscientizar juridicamente o povo. A ideia é que, em determinado estágio, a população utilize-se do Direito para conquistar espaços de decisão”, afirmou. “Será um curso feito para a militância e pela militância. Até 2018 precisamos formar uma massa crítica jurídica porque a batalha vai ser pesada”, concluiu.

Em sua intervenção o presidente CNM/CUT, Paulo Cayres, destacou a importância da resistência popular e da luta de classes. “O povo está na rua. As manifestações do dia 15 mostram o tamanho da mobilização dos trabalhadores e dos movimentos sociais. A pressão precisa continuar para que a pauta neoliberal não seja aprovada. O jurídico é um instrumento de enfretamento necessário para fortalecer a democracia e não vamos aceitar a criminalização da nossa luta contra a retirada de direitos”, afirmou.

(Fonte: Assessoria de Imprensa da CNM/CUT)

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