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Mais de 100 mil saem às ruas de Belo Horizonte para gritar “Não vai ter golpe”

Mais de 100 mil pessoas saíram às ruas de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (18), para gritar “não vai ter golpe” no Ato em Defesa da Democracia, dos Direitos Sociais e Contra o Golpe. Da manifestação, convocada pela Frente Brasil Popular de Minas, uniu a população da capital mineira, militantes e dirigentes da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), da CTB, do MST, do MAB e movimentos sindical, estudantil, sociais e populares, deputados federais, estaduais e vereadores do PT, do PC do B, representantes do governo do Estado e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias. Todos se juntaram a caravanas vindas do interior de Minas Gerais. A concentração começou na Praça Afonso Arinos, com marcha até a Praça da Estação, passando pela Praça Sete.

Os manifestantes carregaram faixas e cartazes com apoio à presidenta Dilma Rousseff e ao ex-presidente Lula e protestos contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha,  contra a blindagem do senador tucano Aécio Neves, citado cinco vezes nas delações premiadas da Operação Lava-jato, mas nunca investigado, a truculência e a parcialidade do juiz Sérgio Moro, e a mídia golpista, representada pela Rede Globo. Eles também cobraram mudanças na política econômica e se manifestaram pela reforma agrária e contra os projetos de lei da pauta conservadora, como a reforma da Previdência e os PLs 131 e 555.

“Esta é a maior manifestação em defesa da democracia já feita em Belo Horizonte. Maior que o de dezembro. Estamos nas ruas para dar um basta na tentativa de golpe. A classe trabalhadora está aqui e em cada canto do Brasil para não vai aceitar o golpe”, disse a presidenta da CUT/MG, Beatriz Cerqueira.

“Trago um abraço da presidenta Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula. Eles agradecem a vocês e acreditam, que com todo este apoio, nós vamos deter os golpistas”, afirmou o ministro Patrus Ananias. “Esta sexta-feira é de alegria, da esperança, da fé. Não vamos destilar ódio pelas ruas, como aconteceu nesta semana com os que apoiam o golpe”, disse o vereador Arnaldo Godoy (PT), após cantar “O que é o que é”, do Gonzaguinha.

“Os golpistas representam os imperialistas, que querem colocar novamente as garras no Brasil. Não são meia dúzia de direitistas que vão fazer o querem do país. Hoje construímos um ato histórico e, no dia 31, vamos fazer uma manifestação ainda maior”, afirmou Joceli Andrioli, do MAB. “Estamos nas ruas para mostrar que o povo brasileiro escolheu o seu rumo, de democracia e de direitos. Não vai ter golpe. Vai ter reforma agrária, não vai reforma trabalhista ou reforma da Previdência. Vamos mostrar aos golpistas quem somos”, disse Nei Zavaski, do MST.

O ato, o maior de todos já realizados em Belo Horizonte em defesa da democracia, terminou com shows na Praça da Estação. As informações são da CUT-MG.

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