dia do trabalhador

Manifestações contra o golpe marcam missa do trabalhador em Contagem

Centenas de fies, trabalhadoras e trabalhadores, participaram da 40ª missa em comemoração ao dia dos trabalhadores, realizada na praça da Cemig, em Contagem, nesse 1º de maio, dia de São José Operário.

Antes da celebração, os movimentos organizados fizeram uso da palavra para reivindicar melhorias para suas categorias e alertar a população dos riscos que as leis e garantias trabalhistas estão sofrendo com o golpe em curso no país, através do impedimento da presidente Dilma.

Os metalúrgicos de Minas, um dos pioneiros desse evento, espalhou várias faixas contra medidas que retiram direitos dos trabalhadores e reivindicando maior atenção para as pautas positivas dos trabalhadores. Além dos metalúrgicos, o Sindeletro, o Sindpetro, o SindUte Contagem e o Sindsaúde estavam representados.

O bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, dom Joaquim Mol, que presidiu a missa, criticou o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). “E é claro que o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff tem uma vertente política muito forte. Ele é mais político do que jurídico. E politicamente ele não tem a força que deveria ter porque ele ameaça de certa forma a estrutura democrática dada ao país pela Constituição de 1988″, disse o bispo-auxiliar.

Dom Joaquim também citou denúnicas de corrupção contra deputados e senadores que analisam o processo de impedimento da presidente.”Nós precisamos acompanhar todos esses fatos, reconhecer esses fatos, reconhecer que mais de 50% das pessoas que julgam estão sendo julgadas pela Justiça por problemas de corrupção, envolvimento com outros crimes. Então nós precisamos fazer com tudo isso não seja uma lamentação, mas uma purificação da democracia do país”, acrescentou.

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