assinatura do acordo

Manutenção da CCT impedi retirada de direitos dos metalúrgicos de Minas

O encerramento da campanha salarial unificada dos metalúrgicos de Minas foi marcado com a assinatura da convenção coletiva de trabalho (CCT), na tarde dessa quarta feira, 18, na sede da FIEMG.

Mesmo diante de um cenário de ataque aos direitos trabalhista, o acordo firmado reflete o lema da campanha, que foi nenhum direito a menos. Neste sentido, a nova CCT mantém todos os benefícios e garantias da antiga, além de excluir a cláusula de banco de horas, mantendo somente redação sobre horas extras.

“O resultado final da nossa campanha é considerado como uma grande vitória para os metalúrgicos de Minas. Além de manter todas as cláusulas da nossa convenção, conseguimos retirar a redação sobre compensação de jornada, que este ano a FIEMG queria inserir o banco de horas positivo”, ressaltou Marco Antônio, presidente da FEM/CUT-MG.

As federações de metalúrgicos da CUT, CTB  e Força Sindical negociaram a reposição integral da inflação no salário do trabalhador, que nos últimos 12 meses somaram 1,63%, e que será pago em novembro, retroativo a outubro.

Os pisos salariais também serão reajustados em 1,63%. Nas empresas que não têm PLR o abono será de $460,00. Ficou mantido 1/3 de férias, garantia de emprego de 30 dias após a assinatura do acordo e estabilidade para o trabalhador que está em vias de aposentar.

Dos sindicatos de metalúrgicos que negociam através da FEM, todos aprovaram, em assembleia, o acordo da convenção coletiva.

Veja aqui um estudo do Dieese que mostra os impactos do acordo dos metalúrgicos de Minas na economia.

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