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Acordo nacional inédito garante PLR igual a metalúrgicos da CUT no país

Bandeira defendida pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) desde a sua fundação, há 22 anos, foi assinado na tarde desta quarta-feira (16), o primeiro acordo nacional que beneficiará trabalhadores de uma mesma empresa em todas as unidades da base cutista no país. Trata-se do acordo assinado pela CNM/CUT com a ThyssenKrupp Elevadores que estabelece critérios únicos para o pagamento da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) aos dois mil metalúrgicos da base de 27 sindicatos da CUT em nove estados brasileiros.

O acordo foi articulado pela Confederação, suas federações estaduais e sindicatos de base e contemplará 49% do total de funcionários da Thyssen e terá validade de dois anos. Os outros 51% dos trabalhadores estão na base de sindicatos ligados às demais centrais sindicais.

O ato de assinatura do acordo inédito aconteceu na sede da CNM/CUT, em São Bernardo do Campo (SP), e o presidente da entidade, Paulo Cayres, afirmou que este é um grande motivo para comemorar. “A Confederação nasceu com esse propósito, de unificar os direitos dos trabalhadores e não ter regiões com empregados subvalorizados. Se eles exercem as mesmas funções, devem ter os mesmos direitos”, disse o presidente.

“Isso prova que a CUT é uma central em movimento constante, que busca formas de garantir e ampliar direitos dos trabalhadores. Abre possibilidade para debater com empresas e setores este e outros temas que aperfeiçoam a relação capital-trabalho. Mostra que é vantajoso e possível para todos o estabelecimento de acordo nacional”, assinalou Paulo Cayres. Ele lembrou que até esse momento, apenas duas categorias têm contratação coletiva nacional: bancários e petroleiros.

Bandeira defendida pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) desde a sua fundação, há 22 anos, foi assinado na tarde desta quarta-feira (16), o primeiro acordo nacional que beneficiará trabalhadores de uma mesma empresa em todas as unidades da base cutista no país. Trata-se do acordo assinado pela CNM/CUT com a ThyssenKrupp Elevadores que estabelece critérios únicos para o pagamento da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) aos dois mil metalúrgicos da base de 27 sindicatos da CUT em nove estados brasileiros.

O acordo foi articulado pela Confederação, suas federações estaduais e sindicatos de base e contemplará 49% do total de funcionários da Thyssen e terá validade de dois anos. Os outros 51% dos trabalhadores estão na base de sindicatos ligados às demais centrais sindicais.

O ato de assinatura do acordo inédito aconteceu na sede da CNM/CUT, em São Bernardo do Campo (SP), e o presidente da entidade, Paulo Cayres, afirmou que este é um grande motivo para comemorar. “A Confederação nasceu com esse propósito, de unificar os direitos dos trabalhadores e não ter regiões com empregados subvalorizados. Se eles exercem as mesmas funções, devem ter os mesmos direitos”, disse o presidente.

“Isso prova que a CUT é uma central em movimento constante, que busca formas de garantir e ampliar direitos dos trabalhadores. Abre possibilidade para debater com empresas e setores este e outros temas que aperfeiçoam a relação capital-trabalho. Mostra que é vantajoso e possível para todos o estabelecimento de acordo nacional”, assinalou Paulo Cayres. Ele lembrou que até esse momento, apenas duas categorias têm contratação coletiva nacional: bancários e petroleiros.

Junto com Paulão, estiveram presentes no ato o secretário geral e de Relações Internacionais da Confederação, João Cayres, o presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT/SP, Valmir Marques (Biro Biro), o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre e Região (RS) e Lírio Martins Rosa (que representou também a Federação gaúcha dos metalúrgicos). A empresa foi representada por Paulo Augusto Weber, Joziane Lacerda e Adilson Sigarini (este representando todo o grupo ThyssenKrupp).

Saudaram a iniciativa também os presidentes dos Sindicatos dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, e de Sorocaba, Ademilson Terto da Silva.

Maturidade e luta histórica

Adilson Sigarini avaliou que este acordo mostra a maturidade dos dirigentes sindicais da CUT em buscar sempre inovar as relações trabalhistas e colocar o trabalhador como principal referência do mundo do trabalho. Já Paulo Weber destacou a importância de garantir direitos iguais a todos os trabalhadores da empresa no país. Joziane, por sua vez, agradeceu o empenho da CNM/CUT em assumir o desafio de articular o acordo nacional.

O presidente do Sindicato de Porto Alegre lembrou a luta histórica dos metalúrgicos da CUT pelo Contrato Coletivo Nacional de Trabalho (CCNT). “É um passo importante da estratégia unificada de ação dos metalúrgicos, que consegue superar conflitos em nome da luta por direitos iguais para toda a categoria no país”, pontuou Lírio. A fábrica de elevadores Thyssen fica em Guaíba, na base do sindicato de Porto Alegre, e somente ela tem 700 funcionários.

Negociação nacional

O presidente da FEM-CUT/SP também destacou a importância deste primeiro acordo para impulsionar novas negociações nacionais por empresas ou setores do ramo metalúrgico.

Já João Cayres lembrou que as negociações nacionais são realidade em inúmeros países e que a construção do acordo assinado nesta quarta-feira foi resultado da batalha da CNM/CUT em defesa desta antiga reivindicação e da compreensão da empresa de que é momento de começar a unificar direitos entre os trabalhadores de todas as unidades.

Ampliar o debate

O presidente da CNM/CUT ressaltou ainda que os empresários devem se preparar também para debates com o Macrossetor da Indústria da CUT (que une metalúrgicos, químicos, trabalhadores em alimentação, vestuário e construção). “Não se surpreendam se nos unirmos numa única Confederação”, disse Paulão aos representantes da Thyssen. “Por que não discutir com a Confederação Nacional da Indústria uma agenda de fortalecimento da indústria brasileira, que garanta remuneração e condições de trabalho adequadas para todas as bases de trabalhadores?”, indagou, lembrando que emprego decente também é sinônimo de indústria forte.

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