Trabalhadores na Ford aprovam, em assembleia, a doação de R$ 10,00 para as vítimas de enchentes no Rio de Janeiro. Na foto: Paulo Cayres, o Paulão, coordenador da representação dos trabalhadores. 03.02.2011.

Metalúrgicos da CUT batalham por mais direitos em todo o país

“Os metalúrgicos da CUT de todo Brasil não estão se intimidando com a agenda de retrocessos que o governo golpista de Michel Temer e os empresários representados pelo pato da FIESP querem impor à classe trabalhadora. A categoria – que sempre é uma das primeiras a sentir os reflexos de políticas recessivas sobre seus empregos – não aceita qualquer tentativa de retirada de direitos conquistados com muita mobilização e luta”. A garantia é do presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), Paulo Cayres.

Ele diz que a CNM/CUT, as federações estaduais e os sindicatos da categoria de todo o país estão conduzindo lutas conjuntas para fortalecer as campanhas salariais em andamento e também as que forem deflagradas no segundo semestre.

“Além das pautas específicas de cada base, há reivindicações que nos unificam. Um exemplo é a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário. A luta por jornada menor pode ser levada em duas frentes: nas negociações das Campanhas Salariais e na pressão sobre o Congresso Nacional e o governo para que vire lei com urgência”, afirma Paulo Cayres.

Outro exemplo de duas frentes de luta é o combate à terceirização. “Nas negociações com os empresários, devemos reivindicar que ela não seja usada na atividade fim das empresas. Ao mesmo tempo, temos de derrotar o projeto de terceirização ilimitada que tramita no Senado e que já foi aprovado na Câmara”, pontua o presidente da CNM/CUT.

Cayres explica que a unificação das campanhas – inclusive com outras categorias organizadas pela CUT, que fez reunião nesta quinta (16) para discutir o assunto (leia aqui) – fortalece tanto a negociação direta com os empresários quanto a luta para que o governo e o Congresso não retirem direitos dos trabalhadores.

“Por isso, nossa luta também deve ter como foco Brasília. Ao fazer isso, reafirmamos reivindicações como a redução da taxa de juros, a defesa da Previdência Social, a mudança da tabela de Imposto de Renda, o programa de renovação da frota de veículos e políticas para geração de empregos”, explica, lembrando que essa luta é também dos metalúrgicos que já encerraram suas campanhas salariais este ano.

O presidente da CNM/CUT enfatiza que o momento exige muita consciência dos trabalhadores para entender que as campanhas salariais não estão desvinculadas do momento de crise política que o Brasil atravessa. “Nesses primeiros 30 dias de governo golpista, estamos vendo o que querem fazer conosco: falam em flexibilizar direitos trabalhistas, aumentar idade para aposentadoria, reduzir recursos para a saúde e a educação públicas (que são usadas pelos trabalhadores e seus filhos) e privatizar setores estratégicos que podem gerar milhares de empregos no país (como o Pré-Sal). Tudo isso com apoio de boa parte dos empresários com os quais os metalúrgicos negociam”, advertiu, finalizando: “Não podemos fraquejar. Será com unidade que vamos assegurar nossos direitos”.

(Fonte: Solange do Espírito Santo – Assessoria de Imprensa da CNM/CUT)

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