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Metalúrgicos da CUT-SP conquistam reajuste salarial que garante poder de compra dos trabalhadores

Enquanto em Minas Gerais a Fiemg insiste em apresentar proposta de reajuste salarial que representa diminuir o poder de compra dos trabalhadores, em São Paulo a campanha salarial está se aproximando do fim e com importantes avanços para os metalúrgicos.

A negociação em São Paulo vai garantir reajuste salarial e renovação das cláusulas sociais em praticamente todos os segmentos que compõem o ramo no Estado.

A Federação dos Metalúrgicos da CUT de São Paulo (FEM-CUT/SP) fechou a campanha para os metalúrgicos que trabalham nas empresas do Grupo 2 (máquinas e eletroeletrônicos), forjaria e parafusos.

O reajuste salarial é de 9,88% (reposição integral da inflação do período da data-base da categoria, 1º de setembro) que será pago em duas parcelas: 7,88% retroativo a 1º de setembro e 2% em fevereiro do ano que vem.

Aqui em Minas, a categoria reivindica reajuste de 11,5% (9,89% de reposição da inflação mais e 1,16% de aumento real) e a pauta mínima do Contrato Coletivo Nacional de Trabalho (CCNT), que inclui itens que contemplam a saúde e a segurança do trabalhador, creche, demissões, acesso ao local de trabalho e redução de jornada.

No próximo dia 3, será realizada uma plenária no Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem para definir uma nova estratégia de campanha. A próxima rodada de negociação está agendada para o dia 4 de novembro, às 10 horas.

A FEM-CUT/MG representa quase 150 mil trabalhadores e conduz a Campanha Salarial, ao lado das duas outras federações estaduais da categoria (ligadas à Força Sindical e à Central dos Trabalhadores do Brasil), que juntas representam outros 100 mil metalúrgicos.

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