Greve

Metalúrgicos de Minas mostram sua força na greve geral de 28 de abril

O único instrumento de luta da classe trabalhadora contra as medidas que pretendem impor a retirada de direitos de pais e mães de família é a greve. As reformas trabalhista e da previdência interessam somente ao capital e aos grandes empresários. Através delas sobrarão mais recursos para o governo pagar os juros das dívidas e os empresários terão maior lucro em cima da mão de obra barata.

A greve geral do dia 28 de abril, que reuniu trabalhadores e trabalhadoras dos setores público e privado, do campo e da cidade, mostrou ao país que a classe operária não aceitará de braços cruzados a retirada de direitos e a desvalorização da mão de obra.

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Em Pouso Alegre, metalúrgicos e trabalhadores de outros setores lotam as ruas contra a reforma trabalhista, da previdência e a terceirização

Os metalúrgicos de Minas deram seu recado em várias cidades do Estado. Grandes atos foram registrados em Pouso Alegre, Juiz de Fora, Extrema, Monlevade, Santa Luzia, Varginha, Cambuí, Matozinhos, Timóteo, Vespasiano e BH/Contagem.

“As reformas trabalhista, da previdência e a terceirização não vão gerar empregos, como dizem os representantes do governo e os deputados e senadores favoráveis aos projetos. A principal consequência dessas medidas será a criação de uma sociedade miserável. Quando se fragiliza a relação de força entre o capital e o trabalho o lado mais fraco é obrigado a se submeter aos mandos e desmandos do patrão. A valorização da mão de obra, a segurança no local de trabalho, os benefícios de férias, 13º salário e o descanso remunerado, entre outros, estarão com os dias contados com a aprovação dessas medidas”, disse Marco Antônio, presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT de Minas Gerais.

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Metalúrgicos de Ipatinga e região lotaram as ruas em protesto contra as medidas recessivas do governo Temer

Em Ipatinga, os companheiros rodoviários pararam suas atividades até as 13 horas da sexta-feira, e contou apenas 20 ônibus circulando pela cidade. Na parte da tarde, uma passeata com cerca de 3.000 pessoas saiu da praça do Iguaçu até a praça 1º de maio no centro da cidade. Em Coronel Fabriciano, de 10h30 às 11h30 uma grande passeata circulou as ruas do centro da cidade. Em Timóteo, o protesto ocorreu no setor 7 e também no centro da cidade. Até as 10h30 nenhum ônibus circulou pela cidade. Em todo o Brasil, mais de 35 milhões de brasileiros participaram do movimento.

GREVE GERAL

Apesar da forte chuva que atingiu a capital do Estado durante toda a manhã, 150 mil pessoas foram as ruas de Belo Horizonte contra a pauta golpista em um protesto que uniu as centrais sindicais, movimentos sociais, populares e estudantis e as igrejas. Com sombrinhas, guarda-chuvas, capas, ou que tinham para se proteger, os manifestantes se concentraram na Praça da Estação e depois seguiram para a Praça Sete, onde se uniram com outras categorias, movimentos sociais, populares e estudantis por volta das 11 horas.

Antes, ainda de madrugada, houve trancaços em rodovias do Estado, realizados pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), MST e trabalhadoras e trabalhadores, paralisações de estações e garagens de ônibus e bloqueios nas portarias de fábricas.

“Minas Gerais viveu, hoje, a maior greve de que as gerações presenciaram. Fomos às ruas, reunimos mais de 150 mil pessoas, neste ato que uniu as centrais, os movimentos populares, as igrejas. Os metroviários contribuíram, parando totalmente o metrô. Os rodoviários foram às garagens e paralisaram o transporte coletivo. E, neste dia, eu quero dar um salve especial às mulheres de luta, que estão aqui. Que continuem firmes na luta. Este 28 de abril é o primeiro de muitos outros de greve geral que faremos para barrar as reformas. Não podemos voltar ao trabalho, na terça-feira como se tudo fosse normal. Estamos diante de um golpe, de uma ruptura e não podemos descansar enquanto não for restaurada a democracia. O enfrentamento permanecerá. Fora, Temer. Diretas, já. Viva a classe trabalhadora. Viva o 28 de abril”, disse a presidenta da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), Beatriz Cerqueira, que fez uma saudação a todas as categorias que pararam e que estavam representadas no ato.

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