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Metalúrgicos de Minas repudiam chantagem da FIEMG!

Em quase três meses de negociação, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) só apresentou até agora uma única proposta aos trabalhadores metalúrgicos de Minas Gerais.  Mesmo diante dessa postura patronal, para mostrar disposição de avançar na negociação, os representantes dos trabalhadores na mesa reajustaram a reivindicação de aumento salarial, que era de 13%, primeiro para 12% e depois para 10%.

No entanto, os patrões mantiveram sua intransigência e não mexeram “nenhuma vírgula” na proposta de reajuste de 5,9%, na sua melhor faixa, que eles apresentaram na 1ª rodada de negociação.

Na última reunião eles disseram que só iriam aumentar a proposta se a categoria aceitasse o banco de horas. A atitude revela uma situação muito grave: o problema dos patrões não é dinheiro, pois eles estão em condições de pagar mais do que estão propondo agora, “basta” que os trabalhadores aceitem o que eles querem, ou seja, o banco de horas. Isso não é negociação! É chantagem!

Categorias que fecharam acordo pela campanha salarial recentemente como bancários, metalúrgicos de São Paulo e Bahia, trabalhadores dos Correios, entre outros, conquistaram reajuste salarial com 2% ou mais de aumento real.

Enquanto isso a FIEMG, ou seja, os patrões de Minas oferecem praticamente ZERO de aumento real, além de um “pacote” de flexibilização de direitos com banco de horas, redução do pagamento no percentual das horas extras e até uma ridícula proposta de parcelamento de férias em três períodos.

Diante dessa postura patronal a categoria deverá avançar na luta.

O primeiro passo será a assembleia que será realizada na Sede do Sindicato (Camilo Flamarion, 55, Jardim Industrial) na próxima quinta-feira (24) para dizer NÃO ao banco de horas, repudiar a postura dos patrões na mesa de negociação e dar inicio a organização no local de trabalho para preparar a greve.

 “Chegou a hora dos metalúrgicos de BH/Contagem e Região se envolverem de vez nessa luta junto com o Sindicato, pois é seu salário, sua saúde e a melhoria das condições de vida da sua família que estão em jogo. Portanto peço aos companheiros para que lutem conosco, pois só assim vamos fazer a FIEMG melhorar a sua proposta e retirar de vez o banco de horas da negociação. Vamos lotar a assembleia, pois juntos podemos e vamos vencer esta batalha!”, falou Geraldo Valgas, presidente do Sindicato.

Uma nova negociação está agendada para a próxima sexta-feira (25). Caso não haja avanços, o impasse estará colocado e a mobilização irá crescer podendo chegar a ter desdobramentos desagradáveis para os patrões, pois o clima entre os trabalhadores de todas as fábricas da categoria é de total insatisfação.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem e região

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