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Não se deixa enganar nos acordos de PLR

Para que o trabalhador não se iluda e seja prejudicado é necessário se informar. Alguns acordos parecem gerar benefício ao trabalhador, porém, quando se toma conhecimento dos detalhes de tal acordo, se identifica que o trabalhador foi prejudicado.
Para que isso não acontece nos acordos de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) é importante ficar atento a lei que regula este assunto. Para isso, segue abaixo os artigos da lei 12.832.

LEI No- 12.832, DE 20 DE JUNHO DE 2013

Altera dispositivos das Leis nos 10.101, de 19 de dezembro de 2000, que dispõe sobre a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa, e 9.250, de 26 de dezembro de 1995, que altera a legislação do imposto de renda das pessoas físicas.

A P R E S I D E N T A D A R E P Ú B L I C A

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o A Lei no 10.101, de 19 de dezembro de 2000, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 2o ……………………………………………………………………….
I – comissão paritária escolhida pelas partes, integrada, também, por um representante indicado pelo sindicato da respectiva categoria; ……………………………………………………………………………………………

§ 4o Quando forem considerados os critérios e condições definidos nos incisos I e II do § 1o deste artigo:
I – a empresa deverá prestar aos representantes dos trabalhadores na comissão paritária informações que colaborem para
a negociação;
II – não se aplicam as metas referentes à saúde e segurança no trabalho.” (NR)

“Art. 3o ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………
§ 2o É vedado o pagamento de qualquer antecipação ou distribuição de valores a título de participação nos lucros ou resultados da empresa em mais de 2 (duas) vezes no mesmo ano civil e em periodicidade inferior a 1 (um) trimestre civil.
…………………………………………………………………………………………….
§ 5o A participação de que trata este artigo será tributada pelo imposto sobre a renda exclusivamente na fonte, em separado dos demais rendimentos recebidos, no ano do recebimento ou crédito, com base na tabela progressiva anual constante do Anexo e não integrará a base de cálculo do imposto devido pelo beneficiário
na Declaração de Ajuste Anual.

§ 6o Para efeito da apuração do imposto sobre a renda, a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa será integralmente tributada com base na tabela progressiva constante do Anexo.

§ 7o Na hipótese de pagamento de mais de 1 (uma) parcela referente a um mesmo ano-calendário, o imposto deve ser recalculado, com base no total da participação nos lucros recebida no ano-calendário, mediante a utilização da tabela constante do Anexo, deduzindo-se do imposto assim apurado o valor retido anteriormente.

§ 8o Os rendimentos pagos acumuladamente a título de participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa serão tributados exclusivamente na fonte, em separado dos demais rendimentos recebidos, sujeitando-se, também de forma acumulada, ao imposto sobre a renda com base na tabela progressiva constante do Anexo.

§ 9o Considera-se pagamento acumulado, para fins do § 8o, o pagamento da participação nos lucros relativa a mais de um anocalendário.

§ 10. Na determinação da base de cálculo da participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados, poderão ser deduzidas as importâncias pagas em dinheiro a título de pensão alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial, de acordo homologado judicialmente ou de separação ou divórcio consensual realizado por escritura pública, desde que correspondentes a esse rendimento, não podendo ser utilizada a mesma parcela para a determinação
da base de cálculo dos demais rendimentos.

§ 11. A partir do ano-calendário de 2014, inclusive, os valores da tabela progressiva anual constante do Anexo serão reajustados no mesmo percentual de reajuste da Tabela Progressiva Mensal do imposto de renda incidente sobre os rendimentos das pessoas físicas.” (NR)

“Art. 4o ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………
II – arbitragem de ofertas finais, utilizando-se, no que couber, os termos da Lei no 9.307, de 23 de setembro de 1996.
………………………………………………………………………………….” (NR)

Art. 2o Os arts. 4o e 8o da Lei no 9.250, de 26 de dezembro de 1995, passam a vigorar com as seguintes alterações:
“Art. 4o ………………………………………………………………………..…………………………………………………………………………………………..

VII – as contribuições para as entidades de previdência complementar de que trata a Lei no 12.618, de 30 de abril de 2012.

………………………………………………………………………………….” (NR)
“Art. 8o …………………………………………………………………………
……………………………………………………………………………………………
II – ………………………………………………………………………………
……………………………………………………………………………………………

i) às contribuições para as entidades de previdência complementar de que trata a Lei no 12.618, de 30 de abril de 2012.…………………………………………………………………………………” (NR)

Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir de 1o de janeiro de 2013. Brasília, 20 de junho de 2013; 192o da Independência e 125o
da República.

DILMA ROUSSEFF

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