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No próximo dia 8, mulheres vão às ruas em defesa da aposentadoria

Em todo o mundo, o 8 de Março – Dia Internacional de Luta das Mulheres – é marcado por manifestações. No Brasil, além de pautas históricas do movimento feminista, as marchas que vêm sendo preparadas terão também como bandeira a defesa da Previdência Social.

Sob o mote “Aposentadoria Fica, Temer Sai! Paramos Pela Vida das Mulheres!”, os protestos do 8 de Março no Brasil serão os primeiros após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) e a consequente instalação do governo tampão de Michel Temer (PMDB), responsável pela chamada reforma da Previdência, que adia aposentadorias e diminui o valor de benefícios.

A proposta tem especial impacto sobre a vida das mulheres, já que estabelece uma idade mínima comum a homens e mulheres para obtenção da aposentadoria: 65 anos. Para críticos do projeto, a alteração despreza o fato de que mulheres têm piores condições no mercado de trabalho, além de desempenharem dupla – ou até mesmo tripla – jornada de trabalho, apresentando uma média de horas de trabalho semanais superior a dos homens.

O ato do dia 8 será seguido, no dia 15 do mesmo mês, pela greve da educação, organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE). A expectativa é que outras categorias se engajem na campanha em defesa da Previdência.

“O 8 de março será o início de uma longa jornada de lutas, que continua com a greve da educação a partir do dia 15 de março e com todas as agendas que construímos como parte da Frente Brasil Popular. Convidamos todas a estarem conosco no ato do dia 8, em um bloco colorido e combativo, com nossos batuques, bandeiras, faixas e camisetas”, explica o convite da Marcha Mundial das Mulheres, uma das organizações que participa da construção da manifestação.

Em recente entrevista ao Brasil de Fato, Nalu Faria, da MMM, apontou a importância da pauta previdenciária sobre a vida das mulheres.

“Todas as políticas sociais têm enorme impacto sobre as mulheres. Nós temos salários mais baixos, somos responsabilizadas pelos cuidados dos filhos. No caso, a Previdência tem um papel fundamental de proteção”, diz.

“O endurecimento das regras [de aposentadoria] atinge mais as mulheres: somos mais intermitentes no mercado de trabalho, o período de desemprego é maior, estamos mais nos setores informais. Não se pode tratar igualmente os desiguais: as mulheres não têm as mesmas condições que os homens”, completa Faria.

(Fonte: Brasil de Fato)

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