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Parlamentares mentem para convencer população de que essa reforma trabalhista vai resolver o problema do país

Deputados e senadores que formam a base aliada do governo golpista do Temer usam vários argumentos mentirosos para tentar convencer a população que a reforma trabalhista será boa para a classe trabalhadora.

Um levantamento realizado pelo Truco – projeto de fact-checking da Agência Pública – identificou uma série de inverdades usadas por esses parlamentares e amplamente divulgada pelos meios de comunicação.

Um dos argumentos diz que o Brasil é campeão em processos trabalhistas. Não há nenhum levantamento mundial ou pesquisa que comprove isso. Especialistas não recomendam comparar países com legislações completamente diferentes nessa área. Além disso, o grande número de processos não ocorre por falhas na legislação atual.

Outra alegação mentirosa é que a CLT precisa ser alterada porque ficou parada no tempo. Pelo menos 53 leis, decretos e medidas provisórias alteraram a CLT desde que foi criada há 74 anos. As alterações serviram para complementá-la, regular alguns dos pontos ou modificar outros.

O senador Romero Jucá (PMDB), aquele flagrado em uma ligação telefônica dizendo que tinha que tirar a Dilma e fazer um grande acordo nacional para estancar a sangria que a Lava Jato estava causando na classe política, mentiu ao dizer que todos os trabalhadores informais sofrem por estarem nessa condição. A parcela de trabalhadores na informalidade é realmente muito alta no Brasil, 45%. Ainda que pequena, uma parte dos informais sem carteira assinada ou que trabalha por conta própria consegue rendimentos superiores a cinco salários mínimos.

Não vamos nos enganar, esta reforma tem lado e não é o do trabalhador. O objetivo dessa reforma é aumentar o lucro do capital financeiro, reduzindo o custo com a mão de obra.

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