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CAMPANHA SALARIAL 2015: Proposta da FIEMG representa retrocesso e retirada de direitos

A contra proposta da FIEMG à pauta de reivindicações dos metalúrgicos de Minas, apresentada durante a primeira reunião de negociação da Campanha Salarial Unificada 2015, realizada dia 31 de agosto, representa um enorme retrocesso para os trabalhadores.

Além da tradicional choradeira da patronal, a comissão que representa os empresários apresentou uma proposta de reajuste salarial de 3,5% para empresas com até 50 empregados; e 4% para empresas com mais de 50 funcionários, sendo que este reajuste entraria em vigor a partir de 1º de abril de 2016. Esses números são bem inferiores ao pleiteado pelos trabalhadores e estão muito longe de repor as perdas salariais com a inflação dos últimos 12 meses, que tem previsão de chegar a 9,81% em 1º outubro, data base dos metalúrgicos.

Se não bastasse o reajuste oferecido, a comissão que representa os empresários propôs a retirada de três cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), com o objetivo de retirar direitos da classe trabalhadora.

A extinção das cláusulas significa o fim do abono salarial para empresas que não têm PLR; o fim da garantia de emprego; e o fim da liberação de dirigentes sindicais. Também foi acrescido na CCT, por parte da patronal, a inclusão da cláusula sobre compensação de jornada.

As propostas apresentadas pela FIEMG serão analisadas pela comissão que representa os trabalhadores. A próxima reunião de negociação foi agendada para o dia 9 de setembro, na FIEMG. Uma terceira reunião também já foi marcada para o dia 17 de setembro.

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