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Proteção laboral e desenvolvimento econômico são estratégicos para a China

A China tem uma política que pensa no trabalhador, no desenvolvimento e agora também no meio ambiente. Ao contrário do que é apregoado, não há precarização e as condições de trabalho são semelhantes às dos brasileiros. A percepção é do presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT/SP (FEM-CUT/SP), Luiz Carlos da Silva Dias, e também é compartilhada pelo presidente da FEM-CUT/MG, Marco Antonio de Jesus.

Os dois dirigentes integram a delegação de metalúrgicos da CUT em missão àquele país asiático, para intercâmbio de informações e para conhecer de perto a realidade da indústria e dos trabalhadores chineses. A missão foi organizada pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Luizão avaliou que é visível a preocupação do governo chinês com o emprego e o desenvolvimento econômico e com a preservação da cultura. “Percebemos que a proteção aos trabalhadores tende a aumentar. Hoje, eles têm jornada de 40 horas e, na categoria metalúrgica, ganham entre R$ 3.500 e R$ 4.000. E, como o custo de vida é menor do que no Brasil, o poder de compra dos salários é maior”, afirmou o dirigente paulista.

Na opinião do economista Leandro Horie, a evolução do mercado de trabalho é visível nas ruas das grandes cidades chinesas, com o desenvolvimento sendo sentido na prática e com o aumento do consumo. Segundo ele, hoje a política do Estado é centrada no investimento grande no meio ambiente, com planejamento de longo prazo e na redução da desigualdade social, com aumento da proteção laboral, e medidas para garantir o desenvolvimento.

“O Estado é forte na economia. Ele direciona, planeja, coordena a execução, avalia e, se for o caso, modifica o mix de produção das empresas, todas elas públicas. Os chineses não estão parados e sempre focam em setores que acham relevantes”, assinalou Horie.

Água potável

Nesta terça-feira (18), a delegação esteve na cidade de Yíxīng e visitou a Companhia de Água Dágé, que aplica uma tecnologia desenvolvida em parceria com a Universidade McGill, do Canadá, de tratamento de água de rios poluídos sem uso de produtos químicos. “A água fica potável e com qualidade para consumo humano”, contou Marco Antonio.
A parceria é uma joint venture entre China e a universidade canadense, para a produção do equipamento que trata a água sem uso de componentes químicos e sem deixar resíduo. “Os chineses desenvolvem a máquina, vão deter a patente e enviar os equipamentos para o Canadá. A eficiência é altíssima e o custo de tratamento de água, reduzido”, explicou Leandro.

O presidente da FEM-CUT/MG lembrou que a tecnologia deste sistema de tratamento de água poderia ser aplicada em áreas como Mariana, que ainda hoje sofre os efeitos do desastre ambiental provocado pelo rompimento da barragem da Samarco, em 2015.

Informações da assessoria de imprensa da CNM/CUT.

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