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Rotatividade: 64% dos trabalhadores trocam de emprego no ano

Os principais benefícios de um mercado de trabalho aquecido é a geração de emprego e uma economia em ascensão, porém, nos último anos, em função da grande oferta de trabalho, a rotatividade nas empresas tem crescido de forma preocupante e gerando despesas bilionárias ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Atualmente 64% dos trabalhadores trocam de emprego no ano. Segundo especialistas, com a taxa de desemprego em mínimas históricas, o trabalhador passou a ter menor temor de pedir demissão porque acha mais fácil encontrar outro emprego.

A maior parte dos desligamentos no país continua sendo por demissão sem justa causa, mas, nos últimos anos, aumentou a parcela de empregados que tomaram a iniciativa de pedir para deixar o trabalho. Em 2002, este percentual era de 16%. Em 2012, passou para 25%.

O economista da Unicamp Claudio Dedecca defende um endurecimento das regras para se demitir. Para inibir demissões injustificadas, se diz favorável a que empresas sejam obrigadas a justificar os cortes. O Ministério do Trabalho estuda medidas para conter a rotatividade. Entre elas, a cobrança adicional de empresas que tenham rotatividade acima da média.

Se por um lado a grande oferta de emprego cria coragem no funcionário para pedir demissão, tendo como certo o ingresso em outra empresa, por outro, a grande oferta de mão de obra, juntamente com o objetivo de diminuir custos, as empresas demitem para contratar funcionários com salários menores.

Para Vagner Freitas, presidente da CUT, ainda é muito fácil demitir. “É preciso um sistema de proteção ao emprego. Mesmo com toda a geração de vagas é muito fácil demitir porque se contrata outro trabalhador pagando-se menos.”

Ministério do Trabalho

A alta rotatividade tem afetado o aumento das despesas com seguro-desemprego e já acendeu a luz amarela no Ministério do Trabalho. O diretor do Departamento de Emprego e Salário do ministério, Rodolfo Torelly, estima que uma redução de 10% da rotatividade do emprego (considerando apenas demissões que permitem o recebimento de benefícios) significaria economia de R$ 3,5 bilhões por ano aos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) com os gastos com seguro-desemprego. Hoje, essas despesas ultrapassam os R$ 30 bilhões.

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