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Saúde e segurança foram debatidos no segundo encontro de mulheres metalúrgicas da FEM

O segundo encontro de mulheres metalúrgicas, realizado pela FEM/CUT-MG, reuniu dezenas de trabalhadoras de todo o Estado de Minas Gerais, nos dias 21 e 22 de maio, no hotel fazenda Canto da Siriema, em Jaboticatubas. VEJA AS FOTOS AQUI

“Sabemos que o cenário político atual é bem prejudicial para as mulheres, mas isso servirá de motivação para que continuemos na luta. Por isso estamos reunidas para mais um encontro de formação onde as companheiras serão capacitadas para fazer o enfrentamento contra medidas que coloque em risco a saúde e a vida dos trabalhadores e trabalhadoras. Tenho certeza que sairemos daqui mais fortalecidas para ir para a luta e garantir que os nossos direitos continuem existindo”, declarou Maria Ferreira, secretária de mulheres da FEM/CUT-MG.

O encontro teve como temas principais o acidente de trabalho e as doenças ocupacionais. A Dra. Marta de Freitas, representante da Secretaria Estadual do Trabalho e coordenadora geral do Fórum Sindical e Popular de Saúde do Trabalhador (FSPST) apresentou um panorama geral sobre o assunto.

“Nos momentos de crise, nos momentos de luta as primeiras coisas que se perdem são os direitos das mulheres. Nós avançamos muito, crescemos muito, mas este é um momento muito especial. Nós temos que ser vigilantes e ir para a luta, porque senão nós, mulheres, vamos perder, mais que os outros, os direitos conquistados com muita luta, com muita dor. Estamos aqui para reafirmar nosso compromisso com a luta em prol das mulheres”, disse Marta Freitas.

Depois do golpe contra o governo Dilma, patrocinado pela grande mídia, empresários e políticos conservadores de direita, a luta contra a retirada de direitos foi também um tema bastante abordado.

“Precisamos conscientizar as mulheres a ocupar os espaços de poder, a entrar na política, a defender nossos direitos e a classe trabalhadora, Somente com a união conseguiremos deter o projeto que visa um enorme retrocesso em nossos direitos”, ressaltou Antônia de Jesus Lopes, Secretária de Política Sindical e Social da FEM/CUT-MG.

“Nos momentos de crise a mulher é a mais prejudicada, portanto, conseguir reunir esse expressivo número de trabalhadoras da base para debater a saúde da mulher e principalmente a conjuntura é de extrema importância para organizar as mulheres no nosso Estado”, enalteceu Alexandra Amaral, vice-presidente da FEM/CUT-MG.

Marcelo Figueiredo, técnico do DIEESE da Subseção FEM/CUT-MG falou sobre o perfil das Mulheres no Mercado de Trabalho e Acidentes no setor Metalúrgico.

Dra. Maria Regina, psicóloga do trabalho e coordenadora do CEREST/Contagem falou sobre Adoecimento Mental no Trabalho.

Beatriz Cerqueira, presidenta da CUT Estadual, fez a análise do atual cenário político e econômico pelo qual o Estado e o país se encontram.

Antônio Pádua, secretário de Saúde do Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem, abordou a importância da CIPA como Ferramenta na Segurança e Saúde das Trabalhadoras da Indústria Metalúrgica.

Luiz Fabio Machado Barbosa, analista do Seguro Social e Reabilitação Profissional da Agência da Previdência Social de Contagem/MG, falou sobre Reabilitação profissional no INSS.

Dr. Gleisson Henrique, do Departamento Jurídico do Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem, falou sobre os aspectos jurídicos e as consequências das doenças e acidentes do trabalho.

Participaram do evento, o segundo vice-presidente da CNM-CUT, Wilton Gonçalves, Christiane Santos, secretária de igualdade racial da CNM-CUT, Marli Melo, secretária de mulheres da CNM-CUT, o secretário de finanças da FEM/CUT-MG, Heraldo Ferreira, o secretário de saúde da FEM/CUT-MG, Júlio França, o secretário de formação da FEM/CUT-MG, Júlio Martins e o secretário de Saúde da CUT-MG Djalma de Paula Rocha.

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