seminário

Seminário discute democratização da comunicação no Brasil

A Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT de Minas (FEM\CUT-MG), representada pelos secretários, Júlio César, de Saúde, e Maria Ferreira, de Mulheres, participou do seminário sobre comunicação, realizado pela CUT Minas, nessa terça-feira, 19 de agosto, no auditório da Central Única dos Trabalhadores.

O marco regulatório e a democratização da comunicação no Brasil, o plebiscito da constituinte exclusiva sobre a reforma do sistema político, a disputa de mídia e o diálogo com as bases, a sociedade e, principalmente, com a juventude, foram os temas debatidos no primeiro dia do encontro, que se encerra nesta quarta-feira, 20.
O Encontro conta com a participação de assessores e dirigentes de sindicatos, federações e confederações, que vão ajudar a construir o Coletivo Estadual.

Para a presidenta da CUT/MG, Beatriz Cerqueira, que participou da mesa de abertura na manhã desta terça-feira, o movimento sindical foi vitorioso quando utilizou ferramentas de comunicação para dialogar com a população. “Com a mobilização, construímos o plebiscito sobre a redução da tarifa de energia e lutamos contra a privatização da Gasmig e da Cemig”, disse.

Na parte da manhã Lidyane Ponciano, jornalista, coordenadora regional do Fórum Nacional pela Democratização das Comunicações (FNDC) e Maria Frô, historiadora, educadora, autora de coleções didáticas, ativista a educação para igualdade étinico-racial, feminista e feminina foram os palestrantes.

Maria Frô considerou uma barbárie o bombardeio que a mídia vem fazendo ao governo da presidenta Dilma Rousseff, que tem sido parcial na cobertura das eleições deste ano e que ignora as pautas da classe trabalhadora. “Não fazem qualquer menção ao plebiscito popular sobre a constituinte exclusiva para a reforma do sistema político. Nossa campanha não existe nos jornais. Da forma como a mídia se comporta, nossa democracia corre sérios riscos”, destacou.

De acordo com a historiadora e blogueira, a solução para tanto disparate seria a democratização da comunicação, que não avançou neste governo. “A Argentina fez o marco regulatório. Nos Estados Unidos não tem rede nacional. A comunicação no Brasil é o único monopólio que não tem regulamentação. A mídia é ideológica. Não adianta leis para os trabalhadores, trazer médicos, se não se fizer a disputa de comunicação. Enfrentamos uma crise de legitimidade, que afasta os mais jovens, porque a direita tenta desorganizar a política. Isto provoca o desencantamento, a criminalização da política feita pela mídia e a burocratização dos partidos. Negar a política serve à direita. Precisamos mostrar aos mais jovens que a política faz parte da vida dele. Não se pode criminalizar as lutas dos jovens, como a mídia tem feito. Mas temos que aprender a ouvir os jovens, aprender a ouvir mais”, acrescentou Maria Frô.

Na parte da tarde, o debate foi sobre “A Comunicação em MG”. Compuseram a mesa Frederico Santana, do jornal “Brasil de Fato”; Raissa Galvão, do Fora do Eixo e da Mídia Ninja; e Arcângelo Queiroz, do portal Minas Livre. A programação do primeiro dia foi encerrada com apresentação do Teatro do Oprimido, com o tema “Comunicação e Expressão Corporal”.

Comentários foram encerrados.