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Sindicalismo cobra emprego e democracia

O sindicalismo reafirma a defesa da democracia, combate os efeitos do ajuste fiscal, pede a preservação das políticas públicas e aponta o caminho do avanço.

Essas são as linhas gerais do documento “Chamado ao diálogo pela democracia, por crescimento econômico, inclusão social e desenvolvimento nacional”, subscrito por 11 grandes Sindicatos da área privada e uma Federação de trabalhadores, que começou a ser divulgado na sexta, dia 14.

“Reafirmamos que qualquer projeto de desenvolvimento nacional deve ser cimentado pelo fortalecimento das instituições e da democracia, sem descuidar do combate à corrupção, e tem de se guiar pela superação das graves desigualdades econômicas, sociais e regionais”, diz o texto.

No documento, os sindicalistas propõem 11 itens para a economia, o aperfeiçoamento do Estado e a melhoria no padrão de vida da população. Entre os itens, combate à inflação; juros baixos; defesa do emprego; e incentivos à atividade produtiva.

A publicação do documento acontece um dia após manifestação sindical na avenida Paulista, em São Paulo, pelo fortalecimento da indústria e defesa dos empregos e também no momento em que a presidente Dilma Rousseff volta a se reunir com entidades de classe e movimentos sociais, retomando o diálogo com as forças vivas do campo progressista.

Assinam: Metalúrgicos de São Paulo, Metalúrgicos do ABC, Comerciários de São Paulo, Hoteleiros, Saneamento, Tecnologia (TI), Bancários, Construção Civil, Químicos, Telefônicos, Edifícios, além da Federação dos Comerciários.

O centro do documento aponta para: a) a necessidade de fortalecimento do regime democrático; b) a retomada do desenvolvimento nacional; c) a inclusão social, ela própria resultado de mais democracia e mais desenvolvimento.

A publicação sai em hora oportuna, no momento em que setores empresariais (Fiesp e Firjan) e do próprio Estado (TSE, Senado e Supremo) reafirmam apoio à regra democrática e eleitoral. Portanto, o documento soma.

A subscrição por 11 grandes Sindicatos e uma Federação, a maior do País na área privada, confirma a tradição do sindicalismo nacional se expressar por meio de suas categorias, que formam a base real de todo o movimento.

Outro valor que se deve reconhecer no documento é que ele consegue, em que pese ter sido subscrito por Sindicatos e uma Federação, englobar ali seis Centrais: CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central e CSB.

No que diz respeito à proposta – para que haja mais democracia, mais desenvolvimento e mais justiça – o documento dos 12 elenca 11 itens. Começa em “combate à inflação” e termina com “modernização das instituições, das leis e do Estado”.

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