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TID começa a viabilizar projetos e propostas para política industrial

O Instituto Trabalho, Indústria e Desenvolvimento (TID) realizou nesta segunda-feira (13) a primeira reunião para dar início à estruturação da entidade. Fundado no dia 18 de outubro, o TID é uma iniciativa das confederações nacionais que compõem o Macrossetor da Indústria da CUT (MSI) – metalúrgicos, químicos, têxteis e trabalhadores na construção e na alimentação – e da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT/SP e do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. O encontro foi na sede da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), em São Bernardo do Campo (SP).

Entre os objetivos do Instituto estão a formulação de propostas para o fortalecimento do parque industrial brasileiro, que levem em consideração as demandas dos trabalhadores e o estabelecimento de políticas públicas para que a indústria seja o principal indutor do desenvolvimento social do país.

“É fundamental colocar os trabalhadores na ponta da formulação de propostas de políticas públicas para o desenvolvimento econômico, social e industrial. Temos que ir além das reivindicações trabalhistas, porque a direita elitista formula propostas contra nós o tempo todo, atacando direitos e os empregos no Brasil”, afirmou o presidente do TID, o metalúrgico Rafael Marques, falando sobre a importância da entidade.

Para ele, a elite demonstra que não tem compromisso com o país e com a indústria nacional, atacando qualquer medida que possa levar ao estabelecimento de medidas para garantir o crescimento do ramo e a proteção aos empregos e direitos. “Temos que aglutinar esforços para reverter este pensamento. Hoje, por exemplo, se debate o Rota 2030 – que substitui o Inovar Auto. Não é o que os trabalhadores sonham, mas é um resquício de uma política industrial para o setor automotivo, que pode assegurar minimamente o mercado interno e indicar um caminho para nossa intervenção”, avaliou o presidente do TID.

Rafael informou que na reunião foi criado um núcleo para que seja viabilizado um termo de cooperação entre o Instituto e a Câmara de Comércio Brasil-China para viabilizar projetos discutidos durante a missão de trabalhadores àquele país em julho último.

Foi discutida ainda a criação do corpo técnico do Instituto para a produção de análises sobre a indústria e a economia, subsidiando a direção na produção de propostas e intervenção em fóruns tripartites (governo, trabalhadores e empresários). “Começamos a discutir também a proposta de convênios para a constituição de um corpo científico, em parceria com universidades, para a elaboração de estudos sobre o desenvolvimento industrial”, informou Marques.

(Fonte: Assessoria de Imprensa da CNM/CUT)

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