ato vida

Trabalhadores (as) da Votorantim, em Juiz de Fora, manifestam contra morte de trabalhador

Na manhã dessa sexta-feira (8), o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Juiz de Fora e Região fechou a entrada da fábrica Votorantim a partir das 6h para protestar contra acidentes de trabalho que são cada vez mais frequentes na empresa. Ainda nesta semana, um companheiro veio a falecer após manusear um instrumento com o qual não possuía nenhuma especialização ou habilidade.

O ato, que durou 1 hora e meia, contou com presenças de lideranças sindicais de outras categorias, representantes da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT Minas (FEM/CUT-MG), do Partido dos Trabalhadores, da Marcha Mundial das Mulheres e do mandado do vereador Betão.

Maria Ferreira, secretária de mulheres da FEM, lamentou profundamente a morte de mais um trabalhador. “É triste ver as lágrimas nos olhos de um filho que perde um pai, de uma mulher que perde um marido e de uma família que perde seu parente. A luta incansável do movimento sindical é para que não se chegue a esse ponto. Quando reivindicamos valorização da classe trabalhadora, está incluso a segurança no local de trabalho e a saúde do trabalhador (a). A Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT lamenta profundamente a perda de mais uma vida no local de trabalho.

João Cesar, presidente do STIM, falou por alguns minutos no microfone e lembrou os trabalhadores das condições precárias em que eles exercem suas atividades. “Se os companheiros da Votorantim têm condições ruins de trabalho, imaginem os terceirizados. Nós precisamos lutar contra as terceirizações. Ela só serve para dar ainda mais lucro aos empresários, e precariza nosso trabalho”, ressaltou.

Comentários foram encerrados.