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UM ANO DE DESGOVERNO TEMER. UM ANO DO GOLPE

Marco Antônio

Passados 12 meses do golpe que levou ao poder o ilegítimo e impopular Michael Temer, os brasileiros estão assistindo diariamente uma avalanche de retrocessos que atingem majoritariamente a classe trabalhadora e os mais pobres.

O desgoverno Temer ficará marcado na história como o governo que em um ano retrocedeu 100 anos na legislação trabalhista. A começar pela aprovação da terceirização. Ela transformará o empregado em mercadoria a ser alugada. Depois, dispensada. Ou seja, será utilizada, sugada e descartada. Sem qualquer garantia dos direitos básicos e, possivelmente, com má remuneração.

Direitos garantidos pela CLT, duramente conquistados pela classe trabalhadora em vários anos de lutas, estão sendo retirados com a reforma trabalhista em tramitação no Senado. Ela representa o aumento das desigualdades sociais, a diminuição de salários, a precarização do trabalho, adoecimento, acidentes de trabalho, entre outros.

Temer e seu governo formado por ministros corruptos levaram o país ao nível de desemprego mais alto da história, 13,7% no primeiro trimestre de 2017, segundo o IBGE, o que significa 14,2 milhões de pessoas desempregadas.

A desaprovação do governo por 93% da população brasileira é o resultado dessas e de outras medidas da gestão Temer, como o ajuste fiscal, a reforma da previdência, a entrega do pré-sal ao capital estrangeiro, o fim da política de valorização do salário mínimo, a redução dos investimentos em políticas sociais, como bolsa família, Prouni e Fies, o fim do Ciências Sem Fronteiras e da farmácia popular e o desmonte das empresas do setor industrial, da construção civil e do setor naval.

O programa Ponte para o Futuro, iniciado há 12 meses pelo golpista Temer, hoje se revela um verdadeiro retrocesso que pode ser chamado de “ladeira a baixo para o fracasso”.
A única coisa que este governo faz bem é blindar seus pares, “estancando a sangria” provocada pelas investigações da operação Lava Jato.

As paralisações do dia 15/03 e as imensas manifestações realizadas durante a grande greve geral do dia 28/04 têm sido importantes instrumentos na tentativa de barrar esse retrocesso imposto aos trabalhadores e ao povo brasileiro, mas a luta continua.

A próxima agenda contra a retirada de direitos, organizada entre todas as centrais sindicais, é o ocupa Brasília que ocorrerá neste mês de maio.

Marco Antônio de Jesus, presidente da FEM/CUT-MG

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