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Unidade e resistência se fortalecem em BH no Dia Nacional de Paralisações e Luta por Direitos

Em ato pelo Dia Nacional de Paralisações e Luta por Direitos, na manhã desta sexta-feira (25), militantes e dirigentes da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), da CTB e demais centrais, de sindicatos, lideranças políticas e movimentos sociais se uniram aos secundaristas e universitários das ocupações na manhã. Eles protestaram contra a PEC 55, a reforma do ensino médio (PEC 746), as reformas trabalhista e da Previdência, os projetos da terceirização sem limites, das restrições ao direito de greve dos servidores públicos, da regulamentação do trabalho escravo, entre outras pautas da agenda do governo golpista e ilegítimo de Michel Temer, que atacam os direitos e conquistas da classe trabalhadora, o patrimônio público e a soberania nacional. Os manifestantes saíram às ruas do Centro de Belo Horizonte e o ato se encerrou no início da tarde na Praça Sete.

Durante a marcha, houve manifestações de repúdio a mais uma agressão covarde da Polícia Militar aos estudantes das ocupações. O protesto dos secundaristas no Centro da capital mineira, na manhã de quinta-feira (24), foi reprimido com bombas e tiros com balas de borracha.

Trabalhadoras e trabalhadoras da base do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel) e do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde (Sind-Saúde/MG) paralisaram as atividades e realizaram assembleias gerais na Praça da Estação. Junto com eles se concentraram, por volta das 9 horas, trabalhadoras e trabalhadores dos Correios, integrantes da Marcha Mundial de Mulheres. Por volta das 11 horas, todos se uniram a educadoras e educadores, que também paralisaram as atividades, técnico-administrativos da base do Sindifes, que estão em greve e saíram em marcha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), metalúrgicos, bancários, petroleiros, metroviários e outras categorias e seguiram para a Praça Sete, onde já estavam as demais centrais, e os estudantes. Todos carregaram balões roxos, que simbolizam o combate à violência contra a mulher.

Para a presidenta da CUT/MG, Beatriz Cerqueira, o ato foi uma demonstração de força dos trabalhadores e estudantes que não aceitam a perda dos direitos e das conquistas da última década. “Nosso protesto é contra a agenda golpista, que ataca a classe trabalhadora e a todo povo brasileiro, com o desmonte do serviço público, corte nos investimentos na saúde, na educação, na assistência social e acaba com as políticas públicas e os direitos sociais. Estamos novamente nas ruas para lutar contra propostas como a PEC 55, que está no Senado, o projeto de terceirização, em pauta tanto no Senado quanto no Supremo Tribunal Federal (STF), a PEC 746, da reforma no ensino médio, as reformas da Previdência e trabalhista. Ainda existem projetos como o negociado valer sobre o legislado”, disse.

“Queremos dialogar com a população e alertar que estas propostas significam o retrocesso, a retirada de direitos e conquistas. Hoje, acontecem protestos no Brasil inteiro. E estes balões têm um significado especial para esta data. É o Dia Latino-Americano de Combate à Violência contra as Mulheres”, acrescentou Beatriz Cerqueira.

“São vários ataques, em várias frentes, que sofremos. Houve um golpe, mas o golpe real, que está acontecendo,  é contra a classe trabalhadora para retirar direitos duramente conquistados. Precisamos construir a unidade de resistência. Se a PEC 55 for aprovada, a tendência é piorar ainda mais a violência nos postos de saúde e nas escolas, que ficarão sucateadas. Não pode haver mais concurso. Isso vai fragilizar educação e a saúde. O governo golpista que ir na contramão do que a população brasileira quer. Investir em educação e saúde não é política de esquerda, é dever do Estado. A PEC 55 vai gerar turbulência. A terceirização de atividades fim vai possibilitar a terceirização dos professores, dos médicos, dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate a endemias. O STF está legitimando esses ataques. Estão jogando o custo da crise nas costas dos trabalhadores e mantendo os privilégios dos juízes. Está  na hora de ter unidade e chamar a resistência”, disse Israel Arimar, presidente do Sindibel.

Defesa da educação

Centenas de técnico-administrativos em educação, professores e estudantes da comunidade universitária da UFMG, CEFET-MG e IFMG realizaram uma passeata na manhã desta sexta-feira, dia 25 de novembro, contra a PEC 241 (55), em Defesa da Educação e contra a perda de Direitos. A atividade fez parte do Dia Nacional da Luta por Direitos e das comemorações do Dia Latino-Americano de Combate à Violência contra a Mulher convocados pela CUT, demais centrais e pela Fasubra.

A concentração iniciou por volta das 8 horas, em frente a Escola de Belas Artes, no Campus Pampulha. Além do diálogo com a comunidade universitária foram distribuídos panfletos denunciando os impactos da PEC 241 (55). Às 9 horas, os manifestantes saíram em caminhada e panfletagem pela Avenida Antônio Carlos em direção a Praça da Estação. Cerca de 20 mil panfletos foram distribuídos.

Por volta das 11 horas, a passeata chegou a Praça da Estação, onde trabalhadores dos setores público e iniciativa privada e estudantes secundaristas aguardavam a unificação dos movimentos. Após o encontro, milhares de manifestantes seguiram para a Praça Sete, no coração da capital mineira, e realizaram um grande ato contra a PEC 241 (55) e pelo fim da violência contra a Mulher.

A coordenadora geral do Sindifes, Cristina del Papa, lembrou, durante o trajeto, que 85% das pesquisas e inovações tecnológicas são feitas nas universidade federais e o congelamento do orçamento irá prejudicar esta área. “Sem as universidades federais formando e realizando pesquisas ficaremos para trás, com tecnologias ultrapassadas e sem competitividade diante das empresas internacionais. As universidades federais são fundamentais para o desenvolvimento deste país”, disse ela.

PEC do Fim do Mundo

No dia 29, próxima terça-feira, será realizada caravana a Brasília para mobilizações contra a PEC 55. Está agendada para este dia, no Senado, a votação em primeiro turno da “PEC do Fim do Mundo”, que engessa e restringe por 20 anos o orçamento e os gastos públicos em educação, saúde, assistência social e outras políticas públicas. As informações são da CUT/MG

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