CHRISTIANE

73% DOS LARES CHEFIADOS POR MULHERES ESTÃO ABAIXO DA LINHA DA POBREZA

Christiane Aparecida, diretora da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), ao falar sobre o racismo, lembrou que, até hoje, os trabalhadores negros são a maioria entre os desprotegidos, autônoma e submetidos a trabalhos precários. “Isso é reflexo da escravidão de quatro décadas no Brasil. Além de ter sido o último país a acabar com a escravidão, ao fazer, deixou negros e negras a mercê da própria sorte”, disse.

Segundo Christiane, a pandemia ajudou a escancarar o racismo no Brasil. “Das pessoas que perderam emprego por causa da pandemia, 6,4 milhões são negros e negras. 73% dos lares chefiados por mulheres negras estão abaixo da linha da pobreza. Uma trabalhadora metalúrgica, negra, chega a ganhar até 50% menos que um trabalhador branco”.

“A Federação tem um papel fundamental na reversão desse quadro. Além da questão econômica, é importante que a convenção coletiva dos metalúrgicos tenha cláusulas antirracistas e que gerem punições a empresas que tenham práticas racistas”, disse.

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